Grupo SGS, líder mundial em inspeção, verificação, testes e certificação, comunica aquisição de 75% da Unigeo, que agora passa a chamar-se SGS Unigeo.

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25

Agosto

2015

08/2015 - Rede Agroservices Cresce o uso de drones na agricultura

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Uma nova revolução no campo está chegando pelos ares. São os Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs), ou drones (do inglês "zangão"), que vêm sendo cada vez mais usados para monitorar a lavoura e ajudar o agricultor a tomar decisões. Sua utilização ainda não foi regulamentada e acontece de forma experimental. Mas vem crescendo rapidamente.

Criados para fins militares, os drones ganharam aplicações civis graças à sua capacidade de capturar imagens e dados com um grau de precisão maior do que os satélites. Na agricultura, permitem mapear a variabilidade da plantação, determinar o momento mais correto para a irrigação, monitorar pragas e doenças, verificar necessidade de adubação, além de fazer levantamentos planialtimétricos (documentos que descrevem o terreno com suas medidas planas, ângulos e diferenças de nível).

As soluções testadas atualmente pelas empresas visam, principalmente, a otimizar o trabalho dos equipamentos em solo. Quanto mais tecnificada em termos de maquinário e controle de informações é a fazenda, maior tem sido o interesse do produtor em experimentar a tecnologia dos drones. Os adeptos da agricultura de precisão estão entre os mais interessados.

Demanda Aquecida

“Num cenário de tecnologia de ponta, com máquinas inteligentes e insumos aplicados de maneira específica para cada local, os drones podem ser como um ‘olho no céu’, permitindo que se entenda melhor todo o processo de produção e se tenha mais informação para a tomada de decisão”, resume Tiago Garzella, diretor técnico da APagri Consultoria Agronômica. Segundo ele, o interesse em experimentar a tecnologia não para de crescer.  “Mais de 30% das usinas de açúcar e álcool já estão testando ou usando os drones”, estima Garzella.

A UniGeo Geoprocessamento e Consultoria também está avaliando o potencial dos drones na agricultura. “Planejamos usar essa tecnologia para realizar também a análise de déficit hídrico nas propriedades”, diz Leonardo Cândido, diretor comercial e de engenharia da empresa

Na avaliação de Ronaldo Martins, sócio-proprietário da Saci Soluções, empresa especializada em soluções de amostragem e coleta de informações na área agrícola, a procura por drones pelos agricultores brasileiros cresce de 20% a 30% ao ano.

Regulamentação e Custo

O Brasil ainda não dispõe de uma regulamentação detalhada que englobe todos os usos, características, funções e restrições dos drones.  O tema será regulado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) após audiência pública e análises técnicas. Na ausência de uma legislação sobre o assunto, os proprietários de drones no Brasil têm seguido as regras do aeromodelismo. A venda é permitida, mas eles só podem ser usados para fins de pesquisa e desenvolvimento. As regras para o uso são estabelecidas pela Circular de Informações da Aeronáutica (AIC 21-10), de 2010. As exigências incluem certificação do aparelho, Certificado de Autorização de Voo Experimental (Cave), emitido pela Anac, e autorização para cada voo com 15 dias de antecedência, incluindo o número de série do drone que será utilizado.

Hoje, as soluções com drones para a agricultura têm um custo que varia entre R$ 400 (apenas o drone, modelo mais simples disponível no mercado) e R$ 250 mil (com câmeras e softwares), a depender da complexidade do aparelho e suas finalidades. “Existem aparelhos muito sofisticados", diz Garzella, da APagri. "E a solução completa vem equipada com sistema avançado de controle, câmeras que variam em função do tipo de informação desejada, uma estrutura poderosa de processamento das informações, além de profissionais capacitados para operar todo esse sistema”, afirma Garzella.

O custo elevado se deve também à origem dos equipamentos, segundo Leonardo Cândido, da UniGeo. "Ainda não existem empresas que fabriquem todos os componentes dos drones no mercado interno. Isso gera uma demora na reposição de peças, além de aumentar o custo final dos equipamentos", explica. "À medida que a regulamentação sair e que as empresas começarem a fabricar as peças aqui no Brasil, o custo das soluções ficará mais acessível”.

Tomara que seja logo.

Matéria publicada na Rede AgroServices

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